quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Ela não falava nada

Sou um maldito fiscal da Receita. E por ser um filho da puta desses, geralmente
me recrutam para algum serviço sujo acompanhado sempre de alguém para vigiar
possíveis sujeiras.
Minha companhia de ontem era feminina. Não foi a primeira mulher a me
acompanhar nesses passeios preciosos, mas como ela...
A vadia – e somente uma mulher de respeito pode ser chamada de vadia – saiu
comigo pela manhã rumo ao ponto de táxi. Nossas obrigações envolviam uma empresa
de cosméticos localizada na zona sul da cidade. Lugar aprazível, mas isso pouco
interessa nesse conto.
Uma vadia sabe se vestir bem: salto alto preto, aquela lingerie discreta por baixo
de um vestido que pra mim sempre será visto como uniforme de secretária. Um cabelo
perfeito, preto, liso, nem curto nem longo. Uma pele branquinha, mas aquela pele da
melhor época da mulher, entre os 30 e 40 anos. Época que toda mulher se confessa
mulher. Eu agradeço muito... Pra finalizar essa descrição, um baton vermelho que já
indica um traço perfeito de sua personalidade.
Era de manhã bem cedo. O sono ainda me entorpecia. Esse tipo de torpor
misturado com uma visão dessas deixa o pau bem melado. E eu não me aguentava.
Feito um adolescente, eu o acariciava por cima das calças. Como um adolescente
escondido da mãe no banheiro com a revista de uma dessas artistas da bunda.Ela
percebia a indecência, mas não dizia nada.
Passamos a manhã inteira como todo ser humano digno, mergulhado na correria
do trabalho; o calor a ser mais um fardo... O melhor de tudo, eu acho, sinceramente, é que ela não dizia nada pra mim. Almoçamos num restaurante e depois saímos para
terminar nossas obrigações em silêncio. E eu me perguntando numa insistência
rodriguiana: “essa mulher não tem língua? Mas essa maldita não tem mesmo língua?”
Saímos da empresa de cosméticos e seguimos para o ponto de táxi. Ela entrou
primeiro, claro e já falou com o motorista. Entrei e seguimos. Quando chegávamos
próximos do trabalho, mudamos aquele rumo diário, comum, de nossas vidas comuns.
Fiquei calado, ela...
Chegamos numa rua tranqüila. Ela desceu do carro... óbvio, também desci. A
piranha subiu a escada do prédio com um ar diferente e olhou para mim. Só isso.
Aquela puta mulher me olhou, simplesmente.
Subimos mais um lance de escada, dentro do prédio. Ela abriu uma porta e
pronto: tudo mudou! Fechou a porta como se quisesse fechar a Receita. Ajoelhou-se,
abriu minhas calças e colocou aquela língua divina pra fora, banhando minha cabeça
mais preciosa.
Lambeu por algum tempo e falou: o que você acha de me comer aqui mesmo?
Eu fiquei bambo! Não pelo tesão, pelo desejo que todo homem tem de ouvir
algo assim, mais ainda por ser as primeiras palavras que você escuta de uma criatura
assim. Ainda não entendo minhas pernas bambas. Talvez seja uma epifania que ainda
estou digerindo.
Sei que fiquei mudo, e só a coloquei sentada numa cômoda de pernas abertas.
Aquela buceta perfeita. A mais perfeita de todas as bucetas da humanidade. Olha que eu
não comi tantas, mas tenho certeza que é a mais perfeita! Imaginem vocês, limpinhos,
prontos para lamberem uma bela buceta suada depois de um dia inteiro de trabalho.
Vocês diriam: “meu bem, tome um banho para fazermos amor”. Pobre de vocês! Não
sabem o que é degustar uma buceta suada!
Lambi muito! Mas muito! Como se nunca tivesse feito aquilo nessa minha vida

miserável! A língua se afunilava para provar aqueles lábios sedentos! Repetia cada
gesto como se fosse uma reza num colar de contas.
A vadia, volto a dizer, somente uma mulher de respeito pode ser chamada de
vadia, começava a tremer as pernas e balbuciar algumas palavras que eu pouco me fodia
em entender. Pra mim, a resposta de tudo estava na minha frente.
Meu pau, já com a cabeça toda melada, estava a ponto de explodir. Levantei-me
e enfiei a cabeça. Olhei nos olhos da vadia enquanto ela lambia os lábios. Ela realmente
tinha uma língua!
Suas pernas abraçaram meu corpo enquanto eu invadia aquele templo como um
animal selvagem. Não sou o melhor dos homens, nem o melhor dos amantes, mas acho
que fui como o melhor dos homens e o melhor dos amantes naquele momento.
Comi uma, duas, três vezes!
Por fim, vimos que nosso trabalho era especial e decidimos continuar sendo as
mesmas ratazanas de sempre.

A.M

sábado, 23 de outubro de 2010

chaveiro - parte 1

Eu sempre digo, sexo não tem hora e nem lugar. Pois bem, após uma semana agitada e corrida acordei no sábado disposto a fazer e resolver pequenas questões caseiras. Uma delas foi caminhar até um parque perto da minha casa e perguntar na administração se alguém havia encontrado minhas chaves. Eu perdi uma semana antes fazendo uma corrida básica em volta do lago. Com uma resposta negativa a solução seria tirar uma nova cópia do molhinho de chaves.
Lembrei-me de um chaveiro perto de casa. Ele frequentava a academia que um dia eu já frequentei. Um pouco mais baixo que eu, mas com um corpo trabalhado e olhos verdes, pensei: ah, vou poder rever o boy magia. Chegando ao local, por volta de 14h, ele já estava fechando o estabelecimento. Falei que precisa de uma cópia de cada. Tranquilamente ele disse: “ah, já estou fechando. Mas eu faço. Entra que eu vou baixar as portas.” Até o momento não havia nada demais – enganadamente pensava errado. Ao entregar as chaves e perguntar quanto ficaria, eis que o boy magia me responde com cara de safado: 24. Balbuciando eu disse: ok, pode fazer.
Mostrando-se receptivo, falou que iria demorar uns minutinhos e que eu poderia sentar na cadeira que estava atrás do balcão, ao lado dele. Como bom moço de família sentei e o contemplei fazendo o serviço. Ainda com o jeito de safado o boy magia me pergunta porque eu estava fazendo cópias de todas. Informei que havia perdido as minhas chaves correndo pelo parque. Mais uma vez o boy magia com cara de safado diz: “mmm, então você cuida do corpo?! Que bom, acho que se você malhar vai ficar com um corpo bonito. Eu malho há 2 anos e fiquei com o braço bacana. Olha só, pega!” Em choque e envergonhado, peguei no braço do boy magia e... nem preciso dizer o que aconteceu. Só não houve penetração, pois não tinha camisinha. Aproveitamos bem.
Ao final do “serviço” ele me entregou as novas cópias e disse que se precisasse poderia voltar. Sem titubear respondi que sim e que estava com outro problema em uma fechadura. Mais uma vez com cara de safado o boy magia diz: “Pode trazer que eu cuido do miolo direitinho.”
Já tirei a fechadura da porta e separei as camisinhas. Afinal preciso de um bom pretexto para voltar sempre. Alguém precisa de cópias de chaves?

Ludowic Terceiro

quinta-feira, 22 de abril de 2010

sonhos de uma noite de verão

Era uma noite quente de verão. Eu estava em Florianópolis para passar o réveillon a convite de um amigo gay, que conheço há muitos anos.

Saímos tomamos umas, pegamos uns aditivos noturnos e se jogamos na cidade. Encontramos com uns amigos, dentre eles um que o meu amigo era louco para “fazer”, mas o cara era HT e isso dificultava as coisas para ele e facilitava para mim.
Então meu amigo me propôs um ménage à trois, em que ele me rifaria pro cara na condição de ele participar da pegação, pois na verdade o que ele queria era somente chupar o pau do bofe.

Achei a proposta uma loucura e decidi me retirar, estava farta de loucura por aquela noite. Quando estava saindo meu amigo me chamou e disse que no fim da noite iria carregar o bofe pra casa e que iríamos ficar juntos os três. Não dei muita bola para encurtar a conversa resmunguei um tá.. tá ..tá e sai fora.
Estava eu dormindo ao som de something stupid da Nancy com o Frank Sinatra, quando meu amigo me acorda umas 6h da manha dizendo que o bofe escândalo estava na em casa e que era pra eu ir deitar com eles.

Tentei voltar a dormi mais foi inútil então resolvi levantar e ir até a sala ver o que estava acontecendo. Quando olho esta lá o bofe escândalo todo entusiasmado com a brincadeira, e eu sem saber o que fazer, mais na hora que vi o gato até me empolguei e resolvi ver no que dava e deitei na cama com os dois. Então o bofe arrancou a minha roupa, me pegou com força e eu gostei. Ele era branco, cabelos negros, olhos negros, boca carnuda e um sorriso lindo, o corpo bem definido, forte, além da “extra-large” na carteira. O bofe era a minha cara. E logo percebi também a presença do meu amigo era desnecessária. Ai a bicha já começou a fazer carão, e o bofe cada vez mais me queria, foi ai q meu amigo deu um piti...colocamos ele pra fora do quarto e continuamos a festa.

Quando alguém resolve fazer um ménage arranjado, tem que assumir os riscos, se não agüenta, não tem estrutura emocional e mental, não me chame.

por julia.M

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A loira do banheiro

Sempre gostei de sair pra tomar umas com os amigos.
Passei no estúdio para encontra-los e tomarmos uma no boteco da esquina, chegando lá encontramos uma galera, e foi ai que conheci uma garota, loira, bonita, corpo bonito, gostosa diríamos, olhos claros, baixinha, do jeito que eu gosto.

Começamos a conversa e surgiu na pauta algo sobre meninas que gostam de meninas, eu como nunca tive nada a esconder, disse que se uma garota me interessasse não haveria nenhum problema em me relacionar com ela, mas complementei que achava mulher muito difícil de lidar, e que não tinha paciência com elas, normalmente, e isso dificultava as coisas.

Começamos a beber, entre umas e outras, tive a impressão de que a moça estava dando bola pra mim, cheguei a te a pensar que estava ficando igual a um homem que o fato de uma mulher sorrir pra ele, acha que já comeu. Mas realmente parecia que ela estava dando umas entradas e uns sorrisos a mais.
A certeza veio qdo paramos num posto de gasolina para comprar bebidas e eu ir ao banheiro, rapidamente a moça se manifestou em ir comigo, até ai normal mulheres sempre vão juntas ao banheiro, e quase sempre nada acontece.

Mas o fato é que ao chegar ao banheiro antes mesmo de tirar a calçinha pra fazer xixi, a menina se jogou em cima de mim arrancou minha roupa com maestria e artimanha, começou a me beijar fortemente, me empurrou para a parede e começou a chupar todo meu corpo, enfiou a mão no meio das minhas pernas e..., o fato é que fui praticamente estuprada dentro do banheiro.

Qdo saímos, descabeladas e se arrumando, todos reclamando que tínhamos demorado muito, eu disse que havia passado mal, mas que já estava melhor, sem maiores desconfianças partimos rumo a noite na augusta.

Ambas estávamos ficando com uns meninos meio apaixonadinhos pela gente, e como ela era mais amiga do menino que eu estava ficando do que minha, perguntei para ele sabia se ela gostava de garotas, ele respondeu que com certeza ela não gostava de mulher, que gostava de homens, respondi um hum, sei. E não toquei mais no assunto.

Chegamos na balada da augusta, pista cheia, mulheres beijando mulheres, homens com homens e mulheres, aquela festa, a fila do banheiro gigantesca, pra variar, tem gente que passa a noite na fila do banheiro, não sei por que, mais balada em São Paulo é no banheiro, rs.

E toda vez que eu ia ao banheiro lá ia a menina junto... e sempre me agarrando, beijando e etc. E o caso é que eu estava mais a fim de ficar com ela do que com o garoto, e aparentemente, ela tb estava na pegada de ficar comigo, então falei pra ela que por mim dava um pé no cara e podíamos curtir a noite juntas. E então ela me respondeu que não, e que ninguém podia nem imaginar que ela tinha ficado comigo, e que fui a primeira menina por quem ela se sentiu interessada, que queria muito ficar comigo, mas ninguém poderia saber. Claro que fingi que acreditei que com certeza eu era a primeira mulher que ela estuprava no banheiro, com toda a desenvoltura que, nem eu que já havia ficado com garotas possuía, falei que respeitava sua opinião, mas que eu queria mais do que a loira do banheiro, que gostava de pessoas bem resolvidas, que não tivessem medo de sair do armário, banheiro ou coisa parecida.

Outro dia a encontrei num bar, ela esta casada com um cara, falei que ia ao banheiro ela se manifestou de ir comigo, e eu disse que a vontade tinha passado, subitamente.


por

lana modotti

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Um caso incidente

Sempre pensei que conhecia as pessoas
E depois de ontem admito, conheço mesmo.
Conheci certo dia um cara atípico, quieto, espiritualizado, não falava de mulheres, quase um monge.
Lindo mas reprimia severamente toda sua sensualidade.
No começo achei estranho, cheguei até mesmo a questionar o tal jeito de ser do rapaz, como não rendeu frutos, resolvi engolir a tal “facha de bom moço”.

Trocamos msn, e depois de um tempo, já havia até excluído a pessoa da minha lista, este me readiciona e começa a puxar conversa, eu nem dava muita trela, mas sempre respondia pois, um bom pedaço de carne a gente nunca dispensa de vez.
Numa dessas conversas ele me disse que acabara concluir a faculdade de massoterapia e que estava se especializando em massagens indianas, achei legal e disse que massagem era muito importante para o bem estar, afinal a conversa era com um quase monge. rs

Depois de uns meses trocando frases sem muito entusiasmo, eis que surge a pessoa no msn e me faz uma proposta,(nessa ocasião estava numa viajem a trabalho pelo caribe)diz que estava precisando de umas fotos, pensava em ser modelo e se poderíamos fazer uma permuta, eu o fotografaria e ele me pagaria em massagens, eu achei a idéia ótima e aceitei na hora, pois estava com dor nas costas de uma trilha que fiz de 7 dias pelo monte Roraima. E confesso que pensei que não seria nada mal aquele moço lindo que tocando, ou melhor, me massageando.

Quando cheguei a Sampa, marcamos de nos encontrar para decidimos onde, quando e onde seriam as fotos, no dia marcado vesti o meu melhor modelito puta básico e chamei um amigo para jantar, não dei muita atenção ao caso, pois no fundo sabia que ele só queria me comer, aquela facha de bom moço muito não me convencia.
Marquei o encontro num restaurante tradicional, e quando ele chegou e me viu deliciosa e com um amigo meio intimo, ficou um pouco constrangido, mas sentou e falamos sobre o ensaio fotográfico.

Começamos pelas massagens, eu sempre fazendo a desentendida, luz de velas, cheiros bons, óleo quente, eu só de calcinha, um frio que me deixava arrepiada e um lindo moço tocando todo meu corpo..............(suspiro), ele se comportou profissionalmente, eu detestei é claro, cheguei ate pensar que suas intenções fossem as fotos mesmo.

Comentei com o meu amigo do dia do jantar, que é parceiro de conversas e putarias, ele me disse que não.. Que o cara tava a fim de me comer mesmo. Homens sempre acham isso.

Chegou o dia de fotografá-lo, um sábado lindo de outono, acabamos chegando tarde na locação e tivemos que dormir por lá, uma cidade sem grandes atrativos do interior de São Paulo, mas precisamente Araçoiabinha da Serra. rs.

No caminho ele sempre muito tímido e respeitoso até então. No meio da conversa começou a falar que tinha duas personalidades e tal, mas não dei muita atenção, na verdade sempre achei que por traz daquele equilíbrio existia algo incontrolável, talvez isso que eu adorava.

Tomamos um vinho no jantar, mais um depois do jantar, e o outro Eu do rapaz resolve aparecer, falei que era extremamente profissional e que não costumava misturar trabalho com sexo. Ele não ouviu.

Nem entramos no Hotel já pediu uma camisinha, eu disse que não iria transar com ele e perguntei se ele batia punheta de camisinha, mas novamente, ele nem me ouviu. Deitou na cama conversamos um pouco sobre coisas que nem me lembro, e ele começou a tocar meu braço, a beijar meu pescoço com sua boca linda, senti o seu cheiro e era ótimo, me apertou contra seu corpo, e eu resistindo. Quando seu membro ficou extremamente rígido pegou a minha mão e colocou sobre ele, e eu pensei, além de lindo tem um pau delicioso, peguei no pau dele com a desenvoltura adquirida e o chupei por uns segundos e pensei privilegiado esse safado, além de lindo é gostoso. Tomado pela excitação a pessoa se transformou, começou a me agarrar com força e a falar as coisas mais perversas que já ouvi, e olha que eu não sou nenhuma freira, o fato é que deixei o rapaz literalmente na mão, pois quem manda ter duas personalidades... E não transo com pessoas que acabo de conhecer.

Mas confesso esse capricho foi difícil.


Lana Modotti

Quem nunca espera....

Às vezes trabalhar em uma multinacional tem suas vantagens. Uma delas é o salário. Com ele paga-se as contas e sobra uma merreca para sair com as pequenas. Outras são as viagens interessantes que a empresa paga. Todas a trabalho, claro. Nada de mordomia.

Recentemente, embarquei para Bahia. Fui parar em Vitória da Conquista. Tive que acompanhar ampliação do sistema de logística da empresa no Estado. Cheguei à cidade por volta das 20h30. A empresa reservou um hotelzinho fuleiro. Era num prédio com três andares. Logo na entrada, uma portinhola daquelas que encontramos em filmes de faroeste. Senti que estava entrando em lugar antigo, com sofás com um jeitão dos anos 50, mobílias, luminárias e quadros que me faziam recordar da última viagem a Cuba. Além do mais, o lugar não era apenas para hospedar turistas. Era também um espaço de diversão noturna, ou seja, era um daqueles motéis de beira de estrada.

Mas nem tudo tinha aparência de velho e insalubre naquele lugar. A começar pela recepcionista, a Mara. Mara era diminutivo de algum nome bem estranho, que ela não quis revelar. Também não fiz questão de perguntar. Fiquei mais interessado naqueles seios de médio porte, durinhos, sem qualquer utensílio sendo usado para deixá-los apontados na minha direção. Enquanto ela no balcão pegava a ficha para eu preencher, os meus olhos percorreram todo aquele vão que toda blusa feminina costuma ter para atrai tarados como eu. Seios que faziam parte de uma obra esculpida por Michelangelo e lapidado pelos deuses. Uma cinturinha capaz de deixar qualquer violão com inveja.

Quando Mara se virou para pegar as chaves do quarto, foi impossível não olhar aquele bumbum, meus Deus, redondinho e empinadinho. Uma delícia de mulher. Fiquei excitado na hora. Meu pênis ficou ereto rapidamente. A calça jeans que eu usava ganhou um volume subitamente. E ela, claro, percebeu na hora. Fiquei constrangido. Tentei desfarçar. Virei de lado, olhei pra trás, abaixei para pegar as malas, agradeci e fui para o quarto.

Uma semana se passou e o tédio batia a minha porta. Tinha que permanecer em Vitória da Conquista por um mês. A cidade é muita bonita e interessante. Nas poucas horas vagas tentei conhecer alguns lugares e algumas garotas. Mas sempre me recomendavam a não sair à noite sozinho. Alguns colegas de trabalho me alertavam sobre frequentes assaltos. Resolvi ouvi-los e ficar por mais tempo no quarto do hotel.

Todos os dias quando se aproximava das 22h, o hotel/motel recebia aquela clientela mais interessada no prazer do que no descanso. Divertia-me ao ouvir os gemidos supersônicos ultrapassarem as paredes do quarto. Muitas das vezes ficava com um “puta” tesão ao ouvir o grunhido de algumas pequenas no momento do gozo. Obviamente, batia uma punheta pensando na Mara. Aproveitava para pedir aos deuses um pouco de sexo com aquela pequena baiana.

Os deuses atenderam o meu pedido. Mara pegava no batente às 20h e largava às 8h do dia seguinte. Numa certa noite, já bem próximo de voltar para São Paulo, uma fome do cacete me acometeu. Liguei para a recepção e pedi à Mara que solicitasse um sanduíche para mim. Prestativa, rapidamente o lanche chegou. Ela abandonou a recepção e foi levar a refeição ao meu quarto. Eu estava apenas de cueca. Não imaginava que ela iria levar pessoalmente o lanche. Quando percebi que ela estava à porta, minha mente pecaminosa se abasteceu de imaginação. Pedi que ela aguardasse. Pus uma bermuda e fui à porta. Mara não entrou. Mas via nos seus olhos uma vontade louca de adentrar e tirar a minha bermuda e minha cueca, únicos obstáculos para chegar ao meu pênis. Não o fez. Dei o dinheiro do lanche e me despedi.

Fiquei meio puto por não chamá-la para entrar e puxar um papo. Que raiva!

Poucos minutos depois, o inacreditável ocorreu, ela me ligou. Perguntou-me se não estava faltando nada para lhe dar. Fiquei na dúvida do que dizer. Sentir que era a derradeira oportunidade de me lambuzar com aquela morena de seios durinhos e de médio porte. Então disse sem titubear: “Faltou lhe entregar algo que pode te levar as estrelas e fazê-la gozar como nunca”. Um silêncio catedrático do outro lado da linha me fez imaginar que tinha dito uma merda. De repente ouço: “Se é isto é verdade, estou subindo ai”. Sem pestanejar disse: “suba”.

Pouco tempo depois toca a campainha. Nem abri a porta direito, a mulher já pulou em cima de mim. Jogou-me à cama e arrancou a minha bermuda e cueca quase que jogando por janela afora. Pedi calma e ouvi algo inusitado – “Calma nada. Deixei a recepção sozinha. Preciso voltar logo pra lá. Vê se acelera e me fode logo”. Aquelas palavras endureceram meu pau na hora.

Mara pôs a camisinha com o manejo de uma profissional. Ficou por cima de mim e encaixou sem cerimonias. Galopava sobre o meu pau de forma coordenada de quem sabe o melhor jeito pra gozar. E durante a foda, elogiava o meu pênis e dizia que aquele era sim um pau capaz de lhe fazer chegar ao orgasmo. De repente ela goza e diz pra mim: “Coração, agora é sua vez de gozar. Acelera que o recepção tá vazia”. Quis dar risada da situação. Mas procurei me concentrar. Olhei aqueles seios subindo e descendo, olhei para aquela xoxota semi-depilado subindo de descendo no meu pau e não resisti e na hora de gozar arranquei o pau daquela buceta e joguei-a na cama e ejaculei toda a minha porra naqueles peitos maravilhosos.

Mara olhou pra mim, chamou-me de safado, lavou-se no banheiro, vestiu-se e partiu. Fiquei ali jogado.

No dia seguinte, passaria a minha última noite em Vitória da Conquista. As minhas obrigações profissionais já estavam cumpridas. Mas algo ainda estava faltando: foder de novo aquela baiana para despedir-me em grande estilo da Bahia.

Quando cheguei ao hotel, fui direto a recepção. A baiana foi uma geladeira. Atendeu-me como a qualquer outro hóspede. Subi desiludido.

Algumas horas depois o telefone do quarto tocou. Era Mara. Pediu pra subir e se despedir. Minutos depois estava aos pés da minha cama. Disse num tom meigo de voz: “Hoje não posso quase nada. Mas quem não tem cão caça com gato”. Sacou um gel do bolso da blusa. Tirou toda a roupa, subiu na cama, ficou de lado e pediu: “Quero que você coma meu cu bem gostoso com esse pau maravilhoso. Não quero esquecer nunca mais esta noite”. Meu coração começou a palpitar rapidamente. Achei que ia ter um ataque cardíaco. Fiquei de pernas bambas. Respirei fundo e fui para o arrebento. Comecei de lado. Logo depois coloquei-a na tradicional posição de quatro. Meu pau ia e vinha levemente até ela gritar: “Me pega com força, me fode com raiva, me come com vontade, cachorrão”. Imprimi um ritmo alucinante, com força e tesão. Gozamos juntos. Que trepada inesquecível.

Em seguida, Mara se vestiu e desceu para o seu posto. Cai no sono. No dia seguinte peguei o avião e voltei para São Paulo. Estava leve e feliz. Sentia-me o maior fodedor do mundo. Como um macho de respeito, tive que relatar a minha experiência. O meu irmão foi a primeira vítima.

De volta a empresa, com o peito estufado como um colosso fodedor, que foi à Bahia e comeu uma linda pequena, encontrei de cara um dos colegas de trabalho que também fazia a ponte aérea São Paulo-Bahia. Logo interpelou-me sobre a viagem.

Não lhe contei a história, mas durante a conversa perguntei por que todas a vezes que ele ia à Bahia não escolhia um hotel melhor para ficar ao invés do pulgueiro que a empresa o alojava quando ia Vitória da Conquista. “Porque o café de lá é melhor dos que dos outros hotéis”, ele respondeu. Desconfiei. Joguei um verde. “Fala sério, você vai lá por causa da Mara, seu safado”. Ele sorriu e disse: “Ali é uma filial da empresa. Todos os funcionários que ali se hospedaram foram bem atendidos pela Mara, não é?”, e sai sorrindo.

O peito muchou e o ar de colosso desapareceu. Foi bom pelo tempo que me sentir o maior fodedor do mundo, título que pertence, certamente, a Mara.